Hoje quero falar de amor, ou melhor, da falta dele. De todo amor que deixamos de dar: do beijo de “bom dia” que não damos aos nossos filhos porque acordamos atrasados; do abraço de “eu te amo” que deixamos de dar aos nossos cônjuges antes de sair de casa; do sorriso de “gratidão” que não oferecemos ao porteiro que libera nossa saída. E até do “e você?” que não dizemos, por falta de tempo, quando alguém nos pergunta se está tudo bem.

Dos ouvidos que deixamos de dar às histórias mirabolantes que nossos filhos inventam, e das histórias que deixamos de ler para eles por estarmos cansados no fim do dia.

Do elogio que deixamos de fazer quando somos impressionados por algo, porque pode “não pegar bem” elogiar. Daquele desejo não atendido de simplesmente parar, olhar o horizonte, respirar e agradecer por estarmos vivos, não importa a vista.

O dia passa, os filhos crescem, nós envelhecemos… e quanto amor praticamos? Amor é algo tão nobre, que almejamos na maior parte do tempo, mas que às vezes parece inalcançável. Esquecemos que é uma prática: o clichê da plantinha que precisa ser regada todos os dias para crescer. Precisamos cultivar o amor-próprio para que ele cresça, transborde e chegue ao outro.
Seja amor. Pratique amor. Coloque amor em tudo o que fizer.

Lu Moura

By lumoura

Lu Moura possui formação em Comunicação e Psicologia. É estudiosa do comportamento humano e atua como líder e estrategista de negócios. Apaixonada por cinema, música e literatura, utiliza filmes, músicas e livros como ferramentas de reflexão sobre identidade, propósito e desenvolvimento humano.

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